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Privatização dos lucros, socialização dos impactos: a exploração do Itabapoana pelas Hidrelétricas.

Entenda

Hoje, no rio Itabapoana, existem cinco usinas hidrelétricas em operação: Usinas de Rosal e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Calheiros, Franca Amaral, Pirapetinga e Pedra do Garrafão. Essas usinas são responsáveis por inúmeros impactos ao meio ambiente, como a formação de trechos de vazão reduzida, alteração na qualidade da água e mortandade de peixes que afetam toda a biodiversidade que do rio depende. Além disso, elas também impactaram a vida de centenas de famílias de pescadores que tinham, nas águas do Itabapoana, sua única fonte de renda. Por fim, depois de prontas, essas usinas são controladas à distância, não gerando empregos para a região. No fim das contas, o lucro vai para as mãos de grandes empresários, enquanto os impactos e conflitos ficam na região, afetando a vida de toda a população que vive às margens do Itabapoana.

"No fim das contas, o lucro vai para as mãos de grandes empresários, enquanto os impactos e conflitos ficam na região, afetando a vida de toda a população que vive às margens do Itabapoana."


 

Dúvidas comuns


O que é PCH?


É a sigla para Pequena Central Hidrelétrica, modelo de produção de energia que está presente em diversos pontos do rio Itabapoana.


O Itabapoana suporta mais PCHs?


Não. O rio está sobrecarregado com a presença de 5 PCHs que ao longo dos anos levaram ao desaparecimento de diversas espécies, desmatamento e falta de transparência nas análises. Devemos lutar pela preservação do que ainda resiste do rio Itabapoana.


Os peixes estão sumindo por causa das PCHs?


Sim. A instabilidade no nível da água deixa o ambiente impróprio, impedindo que boa parte das fêmeas entrem em período reprodutivo. Além disso, durante a redução da água, os peixes ficam presos nas pedras e morrem. Moradores e pescadores relatam o desaparecimento de diversas espécies, entre elas, as lagostas de água doce.


Aumentar a vazão um dia da semana pode ajudar?


Não. A empresa que pretende construir a PCH saltinho afirma que, aos domingos, a vazão da água seria aumentada para não prejudicar o turismo. Aí fica a pergunta: a natureza sabe a diferença entre uma terça-feira e um domingo? A variação da água continua sendo um grande problema. Não basta o turismo, em um rio morto.


As PCHs trazem empregos?


Não. Apenas durante a construção para mão de obra especializada e que vem de outros municípios. Depois de pronta, é controlada por computadores, portanto, existem alternativas melhores para geração de empregos, como obras de saneamento básico, tratamento de esgoto, investimento no turismo e na agricultura.


Faz sentido, em um país como o Brasil, deixar nossa produção de energia dependente apenas das Hidrelétricas?


Não. É importante investir na expansão e acesso a outras formas de energia sustentável no país. A região do Itabapoana vive dois períodos extremos no ano: as cheias e a seca. Não faz sentido continuar represando a água se as PCHs atuais já não conseguem produzir energia no período de seca, o que só agravaria o problema.








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